7 de jun de 2011

Ela...

Ela, é apenas uma menina... Uma menina que já viveu muito apesar de sua pouca idade (que as vezes ela acha muito). Enfrentou os maiores obstáculos para poder realizar seu primeiro grande sonho.. Ser independente!!
Ainda se lembra com alegria o dia de sua formatura. Olhos brilhando, coração aos pulos... Ali, bem ali estava a porta mágica para o seu novo mundo, assim como uma passagem para "Um País das Maravilhas" que agora não pertencia mais a Alice, e sim a ela.
A despedida na rodoviária e os olhos cheios de lágrimas ao subir no ônibus e ver acenando o seu velho pai, são cenas que ainda hoje lhe calam a voz e lhe fazem questionar aonde ficou aquela coragem sempre tão presente e fundamental. Sabia que não podia voltar atrás, sabia que mais um olhar para aqueles olhos, de uma das pessoas que mais ama na vida, podia lhe fazer desistir de seu sonho, e decidir ficar em seu porto seguro, o lugar onde nascera e vivera toda a vida. Abaixou a cabeça e pediu a Deus, seu único e fiel companheiro de viagem, que jamais deixasse de realizar um sonho por desejos sentimentais... Seguiu adiante!!
Hoje, seis anos após essa cena, essa menina já viveu muito mais que muitos de sua idade. É dona do seu mundo!! Apesar das adversidades que enfrentou, enfrenta e enfrentará, ela continua lutando, sonhando e acreditando... Talvez, acreditar seja o que ela mais saiba fazer. Estranho é que, pelo tudo que viveu e presenciou - os tombos, as feridas ainda não cicatrizadas por completo, as lágrimas que em dias inesperados ainda insistem em descer - ela ainda continua sorrindo, continua olhando o amor com os olhos do coração, continua vendo um brilho nos olhos das pessoas...
Não a culpo por isso! É apenas uma menina aprendendo a lidar com os conflitos do seu mundo interior e exterior ao mesmo tempo... Ela sofre, mas se questionada diria que viver é o melhor que poderia lhe acontecer. Hoje, ela encontrou o caminho... Emprestar o coração para os que sofrem!! Taí a fórmula mais simples para a felicidade.

P.S. Hoje, escrevendo este texto no meu caderno de rascunho (já falei sobre a existência dele né?) haha.. Eu fui deixando que o lápis corresse enquanto prestava atenção nas folhas das árvores que batiam na janela da biblioteca, meu refúgio na escola onde leciono... Quis me descrever e  me vendo como terceira pessoa foi o que cheguei mais perto. Afinal, por mais claro que sejamos, ainda assim todos somos um ponto de interrogação, não é mesmo?!

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